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Mendonça diz que foi monitorado de forma ilegal e sistemática pela PF e determina afastamento do diretor-geral

Mendonça diz que foi monitorado de forma ilegal pela PF e afasta diretor-geral A crise institucional se agravou nesta terça-feira (8) em um novo capítulo que opõe dois Poderes da República: o Judiciário e o Executivo. O ministro do Supremo André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. Mendonça afirma que foi monitorado pela PF de forma ilegal e sistemática. Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux seguiram o relator e formaram maioria na Segunda Turma do Supremo para manter a medida. Mas Gilmar Mendes pediu vista e defendeu que a análise do caso seja feita em plenário. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No primeiro, pediu o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal após a pulgação do relatório que revelou as 52 mensagens enviadas pelo dono do banco Master, Daniel Vorcaro, ao ministro Alexandre de Moraes. Em uma das mensagens, Vorcaro pergunta se Moraes poderia atuar junto a Andrei e Paulo para impedir que subordinados tomassem alguma medida contra ele. Vorcaro se referia ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O segundo pedido do Novo foi pela prisão preventiva de Andrei Rodrigues e foi feito no dia seguinte, após a pulgação de relatórios policiais usados pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir o afastamento de André Mendonça da relatoria dos inquéritos sobre o banco Master. 1 de 2 Mendonça diz que foi monitorado de forma ilegal e sistemática pela PF e determina afastamento do diretor-geral — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Mendonça afirmou ainda que a produção dos documentos representou um monitoramento sistemático da atuação dele e uma coleta dirigida de informações também sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro considera que a produção dos documentos foi ilícita e afirmou: “A superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência’ publicizados pelo ministro Alexandre de Moraes impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”. André Mendonça escreveu que os próprios relatórios informam no cabeçalho que são de “difusão restrita”, sendo “documento de trabalho” e “sem valor probatório”; e que a documentação é: “Apócrifa, sem timbre ou qualquer outro símbolo gráfico capaz de lhe empregar o mínimo grau de legitimidade e confiabilidade, inviabilizando qualquer conferência quanto à sua alegada procedência, autoria e data de elaboração”. “Conforme se depreende da própria decisão do ministro Alexandre de Moraes, previamente, Moraes teria tido ‘notícias da existência’ desses relatórios. Isso significa que, ademais da produção ilícita dos ‘documentos’, foi dada ciência das suas existências a outro ministro para que ele, Mendonça, fosse incluído no inquérito das fake news”. Segundo o ministro, "o encaminhamento do material correspondente foi feito pelo senhor Andrei Rodrigues, conforme ofício do dia 01/09/2026". De acordo com André Mendonça, informações sobre investigações em andamento acabaram expostas. O ministro citou trechos relacionados ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e ao vice-presidente do partido, ACM Neto. Segundo Mendonça, a pulgação poderia ter alertado eventuais alvos sobre medidas ainda em preparação e, com isso, prejudicado as investigações. 2 de 2 O ministro do Supremo André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Entre os precedentes, estão o afastamento do então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, por decisão de Alexandre de Moraes depois dos ataques de 8 de janeiro e o de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, em 2016. Mendonça mencionou ainda manifestações de ministros do Supremo Edson Fachin e Cármen Lúcia contra o uso da inteligência do Estado para monitorar cidadãos sem finalidade legítima e uma do próprio ministro Alexandre de Moraes: “Não é permitido a nenhum órgão bisbilhotar, fichar ou estabelecer classificação de qualquer cidadão e enviá-los para outros órgãos”. O ministro também determinou que a Corregedoria da PF investigue e proíba a produção de novos relatórios de inteligência relacionados ao caso. Depois de determinar os afastamentos, Mendonça levou a decisão para referendo da Segunda Turma do Supremo. O ministro Gilmar Mendes pediu vista, mais tempo para analisar o caso. Defendeu que a análise do caso pode ser feita pelo plenário e citou que a decisão poderia promover desequilíbrio da disputa político-eleitoral. Também indagou se o Ministério Público não deveria ter se manifestado antes do afastamento. A sessão presencial desta segunda-feira (8) foi cancelada. Enquanto isso, a decisão de André Mendonça sobre o afastamento dos diretores da PF continua em vigor. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Diretor da PF afastado: veja os principais argumentos de Mendonça na decisão contra Andrei RodriguesOnze diretores da PF colocam cargos à disposição e manifestam 'total apoio' a Andrei Rodrigues após afastamento'Não nos deixaremos abalar por ataques', diz número 2 da PF ao defender Andrei Rodrigues em eventoAla no STF defende análise de informações sobre crise entre Moraes e Mendonça somente após as eleições
08/09/2026 (00:00)
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